Ajuda à Igreja que Sofre levará doações do Papa a cristãos iraquianos
30/03/2016 - 21h32 em Vaticano

A fundação “Ajuda à Igreja que Sofre” (AIS) estará no norte do Iraque, mais precisamente em Irbil, no Curdistão iraquiano, a partir da próxima sexta-feira (01/04). Para a ocasião, o Papa Francisco confiou ao bispo de Carpi – norte da Itália –, Dom Francesco Cavina, alguns paramentos sagrados e uma contribuição financeira pessoal para os cristãos iraquianos.

Dom Cavina fará parte da delegação, conduzida pelo diretor  da AIS-Itália, Alessandro Monteduro, com o bispo de Ventimiglia-San Remo, Dom Antonio Suetta, e Pe. Massimo Fabbri, representando a Arquidiocese de Bolonha.

“Assim que o Santo Padre soube desta minha viagem com a “Ajuda à Igreja que Sofre”, me telefonou expressando o desejo de enviar uma doação aos nossos irmãos na fé iraquianos”, disse Dom Cavina.

Além disso, o Pontífice entregou ao bispo de Carpi uma carta na qual louva a viagem organizada pela “AIS”, “iniciativa que expressa amizade, comunhão eclesial e proximidade a muitos irmãos e irmãs, cuja situação de aflição e de tribulação profundamente me entristece e nos convida a defender o inalienável direito de toda pessoa a professar livremente a própria fé”, lê-se na missiva.

O Papa convida a “não esquecer o drama da perseguição”, notando que “o testemunho de fé corajosa e paciente de muitos discípulos de Cristo representa para toda a Igreja um chamado a redescobrir a fonte fecunda do Mistério Pascal do qual obter energia, força e luz para um novo humanismo”.

“A misericórdia convida-nos a inclinar-nos a estes nossos irmãos para enxugar suas lágrimas, para curar suas feridas físicas e morais, para consolar seus corações dilacerados e talvez desfalecidos. Não se trata somente de um ato imperioso de caridade, mas de um socorro ao próprio corpo, porque todos os cristãos, em virtude do mesmo batismo, são “um” em Cristo”, prossegue o Santo Padre.

No Curdistão, a delegação encontrará o arcebispo caldeu de Irbil, Dom Bashar Matti Warda, com o qual visitará os centros para refugiados, no subúrbio de Ankawa, de maioria cristã. Entre estes, também o vilarejo Padre Werenfried, que tem o nome do fundador de “AIS”, Pe. Werenfried van Straaten, um assentamento de 150 casas pré-fabricadas doadas pela “AIS” no qual vivem 175 famílias cristãs.

A visita prosseguirá nas escolas pré-fabricadas doadas pela “AIS”, que permitem a cerca de 7 mil crianças iraquianas continuar estudando.

Nos dias seguintes a delegação encontrará também o bispo siro-católico de Mosul, Dom Petros Mouche, obrigado a viver em Irbil com seus fiéis após a cidade sede de sua dioceses ter sido conquistada pelo autoproclamado Estado Islâmico.

O diretor de AIS-Itália recordou que desde o primeiro momento, a fundação auxiliou os cristãos refugiados no Curdistão iraquiano: “doamos alimentos, casas e escolas a fim de que pudessem viver dignamente. Sem jamais esquecer o apoio pastoral, de modo que os cristãos pudessem viver plenamente sua fé. Uma fé à qual corajosamente jamais quiseram renunciar mesmo a custa da vida”.

De junho de 2014 até hoje a “AIS” doou aos cristãos iraquianos mais de 15 milhões e 10 mil euros. A ajuda aos cristãos iraquianos foi levada adiante também na Quaresma deste ano, durante a qual a seção italiana da fundação pontifícia promoveu seis diferentes projetos para ajudar 250 mil cristãos que ficaram no País do Golfo. Também as referidas dioceses de Carpi e de Vantimiglia-San Remo aderiram à campanha com generosas doações.

 

Fonte: Rádio Vaticano - Rede Século 21

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