Nossa Diocese

BREVE HISTÓRICO DA DIOCESE DE ARAÇATUBA

 

I - Criação da Diocese de Araçatuba: uma história que vem de longe

Embora seja escassa, encontra-se nos arquivos da Cúria Diocesana de Araçatuba, certa documentação que nos revela um dado muito interessante: há mais de três décadas a cidade de Araçatuba vinha se manifestando em prol da criação de uma diocese que a tivesse como sede.

Não nos é possível saber com exatidão, quando começaram as manifestações em Araçatuba, no sentido de torná-la diocese. Contudo, aos 11 de junho de 1973, respondendo a um  ofício da Diretoria do Rotary Club Araçatubense, Dom Pedro Paulo Koop, então Bispo Diocesano de Lins, disse: “No que tange ao pedido formulado que eu estude a possibilidade, de ser criado um bispado que tenha por sede a cidade de Araçatuba, observo que a idéia data de antes da minha tomada de posse da Diocese de Lins em novembro de 1964”.

Jamais houve por parte de Dom Pedro Paulo Koop, ainda que nunca tenha descartado a possibilidade, uma resposta objetivamente favorável à criação da Diocese de Araçatuba. Bem ao contrário, na supracitada carta, apresenta uma série de questões que não apontavam para a necessidade da criação da diocese, como o progresso e a das estradas, além da crescente descentralização da pastoral diocesana, que só vieram a facilitar a comunicação entre toda a Diocese de Lins.

No ano de 1975, celebrou-se a 1º de junho, o jubileu áureo da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, Igreja Matriz de Araçatuba. Na ocasião, com a inauguração de seu novo templo, ressurgiram ou continuaram as discussões em torno da criação da nova diocese.

Novamente consultado a respeito do assunto, por ocasião de sua estada em Araçatuba, a fim de presidir à solene concelebração do jubileu da Igreja Matriz, Dom Pedro Paulo Koop respondeu “que pelo afeto que dedica a Araçatuba, deseja que continue pertencendo à sua Diocese de Lins, mas que nem incentiva nem obstaculiza os trabalhos que se queiram fazer para a criação da Diocese” (Jornal “A Comarca” -Araçatuba, 03/06/75).

Aos 25 de maio de 1978, foi aprovado na Câmara Municipal, um requerimento de autoria do vereador José Ferreira Baptista Júnior, sobre a possível criação do bispado de Araçatuba. Respondendo ao requerimento através do então prefeito municipal, Dr. Oscar Gurjão Cotrim, Dom Pedro Paulo Koop chamou atenção para o fato de que elevar Araçatuba a diocese, significaria, não somente honraria e promoção religiosa, mas um ônus bastante pesado.

Uma vez mais ficaram sem resposta concreta as manifestações da cidade de Araçatuba, e nada foi feito para que esta se tornasse sede de diocese. Tal situação, ao que  se sabe, estendeu-se até o ano de 1988.

 

II - Iniciam-se os trabalhos

 

No dia 27 de fevereiro de 1988, tomou posse da Diocese de Lins, seu sétimo bispo Diocesano na pessoa de Dom Irineu Danelon, salesiano  proveniente de São Paulo. Bispo ainda bem jovem  (contava 48 anos à época) e muito dinâmico, assumiu com entusiasmo e coragem os trabalhos no sentido de criar a Diocese de Araçatuba, movido pelas seguintes necessidades prementes, como ele próprio declarará posteriormente no pedido oficial ao Santo Padre João Paulo II, de 03 de abril de 1992:

-a configuração geográfica da mesma diocese de Lins, em forma de faixa alongada, abrangendo cerca de 340 Km, dificultando a comunicação em todos os momentos;

- a extensão geográfica da mesma diocese com mais de 16.000 km2, contendo 43 municípios e 53 paróquias, sendo a mais extensa diocese do Estado de São Paulo;

- o crescimento populacional da cidade de Araçatuba e região, mais de 160.000habitantes, não sendo muito  lógico fazê-la  depender de Lins, cidade bem menor e sem mesma importância.;

- o aumento significativo das vocações  sacerdotais ;

- a dificuldade de o Bispo poder estar presente, como pastor e animador das reuniões, mesmo as mais importantes, nas sete regiões da diocese.

O Bispo de Lins, visando o bem do povo de Deus, nomeou no dia 20 de junho de 1990, seu Vigário Episcopal para a criação da nova diocese, na pessoa do Padre Charles Borg, Pároco da Paróquia Santo Antônio de Pádua de Araçatuba. Desde então, os trabalhos se desenvolveram com muito dinamismo e competência.

Com notável entusiasmo e sentido de organização, Padre Charles assumiu sua tarefa, e sem embargo  começou a encaminhar o trabalhoso processo exigido pela Santa Sé quando se trata de erigir uma diocese. Tudo transcorreu num clima de muita transparência e marcante espírito de trabalho em conjunto, o que se faz notar pelo relevante envolvimento do Conselho Diocesano de Pastoral em todo o processo.

A coleta dos muitos dados requeridos para a elaboração do relatório que deveria ser enviado à Santa Sé, deu-se através do trabalho de subcomissões que se encarregaram da mesma junto aos mais diversos setores como se pode ver:

Composição da nova diocese:

- residência do bispo e cúria diocesana;

- escolha da Igreja Catedral e santo titular;

- patrimônio da futura diocese e administração dos bens (composta por membros das várias comissões administrativas paroquiais).


Coleta de dados sobre:

- história religiosa;

- história civil;

- setor saúde;

- setor educacional;

- setor industrial;

- emigração e imigração;

- população da circunscrição;

- clero diocesano e religioso;

- condições religiosas da população;

- seminário e seminaristas;

-religiosas.

 

Tão logo foram apresentados os dados das sub comissões, foi formada por determinação do Conselho Diocesano de Pastoral, uma Comissão Ampla, com a finalidade de encaminhar os assuntos de maior relevância do processo. No dia 08 de junho de 1991, aconteceu a primeira de uma série de reuniões da Comissão Ampla, constituída da seguinte maneira: 01 leigo por região pastoral; 02 membros da C.R.B.; 02 seminaristas; 01 filósofo e 01 teólogo; 02 padres diocesanos; 01 representante do I.T.E.L Instituto Teológico de Lins); Vigário Geral e Coordenador da Pastoral Diocesana, Vigário Episcopal e Coordenador do Conselho Diocesano de Pastoral.

Em conjunto com o vigário episcopal e acompanhadas por Dom Irineu Danelon, as subcomissões e comissão ampla, levando em conta os anseios do povo, encaminharam todos os elementos necessários para a criação da Diocese. De tal modo foram encaminhados os trabalhos, que no final de janeiro de 1992, estava concluído o Relatório Com Visitas à Criação da Diocese de Araçatuba, contendo todas as informações necessárias para a mesma, sendo enviado, via Nunciatura Apostólica no Brasil, ao Santo Padre João Paulo II, no mês de abril do mesmo ano.

 

III - Criada e instalada a Diocese

 

 


O jornal oficial da Santa Sé, “L´Osservatore Romano”, em edição de 26/03/94, à página 02, publicava a criação da Diocese de Araçatuba, aos 23 de março de 1994, por João Paulo II.
 

A nova circunscrição eclesiástica localiza-se na Região Noroeste do Estado de São Paulo, abrangendo uma área de 9.798 km2, com uma população de 467.619 habitantes; inicia-se nos municípios de Coroados e Santópolis do Aguapeí, tendo como limite, ao lado Norte, o Rio Tietê, ao Sul, o Rio Aguapeí, terminando no Rio Paraná, município de Castilho. Congrega 32 paróquias em 18 municípios e limita com as Dioceses de: Lins, Jales, São José do Rio Preto, Marília e Três Lagoas-MS. Todo o seu território foi desmembrado da Diocese de Lins, nossa Diocese-mãe, criada em 21 de junho de 1926, “filha” da Diocese de Botucatu, sendo esta a primeira diocese do Centro do Estado de São Paulo, criada em 07 de junho de 1908, constituindo hoje a sede da Província Eclesiástica, da qual fazemos parte.

No dia 29 de maio de 1994, Solenidade da Santíssima Trindade, numa solene e festiva concelebração presidida pelo Núncio Apostólico no Brasil, Dom Alfio Rapisarda, e concelebrada por vários Arcebispos, Bispos e Sacerdotes, contando com a presença de leigos, religiosos e seminaristas, foi instalada oficialmente a Diocese de Araçatuba. Na mesma data e solenidade, tomou posse o Primeiro Bispo Diocesano na pessoa de Dom José Carlos Castanho Almeida, vindo transferido da Diocese de Itumbiara-GO.

Com simplicidade e coragem, sob o olhar materno de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira de Nossa Diocese, Dom José Carlos conduziu seu povo como pastor, a fim de que cresçamos sempre mais no conceito de diocese que  nos apresenta o Concílio Vaticano II: “ Diocese é uma porção do povo de Deus confiada  a um Bispo para que a pastoreie em cooperação com o presbitério, de tal modo que, unidos a seu Pastor e por ele congregada pelo Espírito Santo mediante o Evangelho e a Eucaristia, constitua uma Igreja particular, na qual verdadeiramente está e opera a Una, Santa, Católica e Apostólica Igreja de Cristo”. (Decreto Christus Dominus, sobre o Munus Pastoral dos Bispos da Igreja, nº 11).

Com José Carlos esteve à frente da diocese até o dia 17 de setembro de 2003, quando o Papa João Paulo II, aceitou o seu pedido de renúncia, e nomeou Dom Maurício Grotto de Camargo, Bispo Coadjutor de Assis, como  Administrador Apostólico da Diocese de Araçatuba.

Dom Maurício tomou posse dia 06 de outubro de 2003, na Catedral Nossa Senhora Aparecida e ficou nessa diocese até 28 de agosto de 2004.

Dom Sergio Krzywy assumiu a diocese no dia 29 de agosto de 2004 em missa solene realizada no ginásio de esportes de Araçatuba. A posse foi realizada no início da celebração, através do Administrador Apostólico Dom Maurício, que administrava a diocese até a posse do novo bispo. Na missa, estavam presentes 10 bispos, vários sacerdotes da diocese e também de dioceses vizinhas, e mais de 3000 fiéis.Dom Sérgio tem agora a missão de pastorear toda a diocese de Araçatuba, que além da cidade de Araçatuba, inclui também Guararapes, Bilac, Birigui, Guaraçaí, Valparaíso, Lavínia, Santópolis do Aguapeí, Andradina, Bento de Abreu, Coroados, Rubiácea, Mirandópolis, Castilho, Murutinga do Sul, Piacatu e Gabriel Monteiro, num total de 17 cidades e mais de 32 paróquias e uma  reitoria.

 Diocese Araçatuba

 

Características Gerais:

 

Mini Histórico: A Diocese Araçatuba foi criada a 23/03/1994 pela Bula Progrediens usque do Papa João Paulo II, desmembrada da Diocese Lins.

 

1° Bispo: Dom José Carlos Castanho de Almeida (1994-2003)
Bispo Atual: Dom Sergio Krzywy

Situação Geográfica: Oeste do Estado de São Paulo. Limites: Diocese de Jales (SP), Lins (SP), Marília (SP), Rio Preto (SP) e Três Lagoas (MS).

Superfície: 9.620,6 Km²

População: 461.475 hab (IBGE 2001)

 

Densidade Demográfica: 48,0 hab/km²

Municípios:  Andradina, Araçatuba, Bento de Abreu, Bilac, Birigui, Brejo Alegre, Castilho, Coroados, Gabriel Monteiro, Guaraçaí, Guararapes, Lavínia, Mirandópolis, Muritinga do Sul, Nova Independência, Piacatu, Rubiácia, Santópolis do Aguapeí e Valparaíso.

 

Região Pastoral de Araçatuba

 

Araçatuba - 178.927
Total de habitantes da Região Pastoral de Araçatuba - 178.927

 

Região Pastoral de Andradina

 

Andradina - 55.099
Castilho - 17.929
Guaraçaí - 8.337
Murutinga do Sul - 4.186
Nova Independência - 3.053

Total de habitantes da Região Pastoral de Andradina - 88.604


Região Pastoral de Birigui

 

Birigui - 108.479
Coroados - 5.235
Bilac - 7.052
Gabriel Monteiro - 2.704
Piacatu - 5.283
Santópolis do Aguapeí - 4.223

Brejo Alegre - 2.573

Total de habitantes da Região Pastoral de Birigui - 135.549


Região Pastoral de Guararapes

Guararapes - 30.368
Rubiacea - 2.759
Bento de Abreu - 2.667
Valparaíso - 22.431
Lavínia - 8.771
Mirandópolis - 27.418
Total de habitantes da Região Pastoral de Guararapes - 94.384



FONTE: SITE DA DIOCESE DE ARAÇATUBA